Guantánamo é a prisão mais cara do mundo. Para manter as instalações a funcionar, cada prisioneiro custa 13 milhões de dólares ao Estado norte-americano.

A prisão de segurança máxima de ADX Florence, em Colorado, nos Estados Unidos, detém alguns dos prisioneiros mais perigosos do país. Em 2012, cada prisioneiro custava cerca de 78 mil dólares por ano. Ao olhar para a Prisão de Guantánamo, os valores são estrondosamente mais elevados. O custo com cada um dos 40 prisioneiros é de 13 milhões de dólares.
As contas feitas pelo The New York Times relatam de um gasto superior a 540 milhões de dólares no ano passado com salários dos soldados, manter o tribunal de guerra e fazer manutenção e construções necessárias. A Prisão de Guantánamo é muitas vezes denunciada por alegados maus-tratos e tortura aos seus prisioneiros — alguns dos quais são acusados de serem os orquestradores do 11 de setembro.
Isolada dos Estados Unidos, no sul de Cuba, a Baía de Guantánamo conta com 1.800 soldados, ou seja, 45 por cada prisioneiro.

O próprio presidente norte-americano, Donald Trump, já reagiu à notícia, admitindo mesmo que “é de loucos” que se gastem 13 milhões por prisioneiro em Guantánamo. “Eu acho isso de loucos. Custa uma fortuna para operar”, disse.
Sem chegar a admitir encerrar a prisão, diz que iria procurar por alternativas. Pelo contrário, durante a sua campanha em 2016, prometeu manter a prisão aberta e até mandar para lá mais terroristas. “Olhe, o presidente Obama disse que a Baía de Guantánamo seria fechada e nunca o fez”, atirou.

Many of the released Guantanamo detainees are now fighting for ISIS and other enemy groups.We need proper leadership before it is too late!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) October 31, 2014

There should be no further releases from Gitmo. These are extremely dangerous people and should not be allowed back onto the battlefield.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 3, 2017

Os membros da direção têm a sua própria capela e cinema, duas salas de jantar e uma equipa de saúde mental. Já os prisioneiros têm acesso a refeições, acesso a canais de notícias e desporto por satélite, equipamento de ginásio e consolas de jogos. Os mais bem comportados têm direito a refeições conjuntas e podem rezar em grupos. Alguns deles, de acordo com o NY Times, até podem participar em aulas de arte e horticultura.
Um relatório do Departamento da Defesa norte-americano de 2013 calculou um gasto de 454,1 milhões de dólares — menos 90 milhões do que em 2018. Na altura havia 166 prisioneiros em Guantánamo, fazendo com o que o custo por prisioneiro fosse de “apenas” 2,7 milhões de dólares.
“Acho que não há necessidade ter instalações incrivelmente caras nas residências de Guantánamo… são 40 pessoas”, afirmou o democrata Adam Smith, defensor de longa data do encerramento das instalações. “Então, em última análise, acho que eles devem ser transferidos para cá [Estados Unidos]”.
Para além dos guardas prisionais, Guantánamo tem uma unidade da guarda costeira e engenheiros da Força Aérea, médicos da Marinha, enfermeiros, técnicos psicólogos, advogados, padres, bibliotecários e jornalistas militares.
E não ficam por aqui. Há ainda linguistas do Departamento de Defesa, analistas de inteligência, consultores, profissionais de tecnologia da informação e outros funcionários do Governo. Em 2014, eram cerca de 300 funcionários na Baía de Guantánamo.




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