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A TAP apresentou prejuízos de cerca de 119 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, um agravamento de 29 milhões relativamente a 2018. São os resultados negativos mais elevados desde a privatização da companhia aérea que fazem aumentar a tensão entre o Estado e os responsáveis da Atlantic Gateway de David Neeleman que controla 45% da empresa.

Detida em 50% pelo Estado e em 45% pela Atlantic Gateway, empresa de David Neeleman e Humberto Pedrosa, a TAP apresentou os piores resultados de sempre nos primeiros seis meses do ano desde a privatização da companhia.
Os prejuízos de 119 milhões de euros são justificados pela TAP com a “quebra de receitas de passagens do Brasil” e com o “aumento dos custos com pessoal” dadas as “novas contratações” e as “revisões salariais negociadas em 2018”, como cita o Expresso.
Estes números só vêm agravar o clima de tensão que se vive entre o Governo e a administração de David Neeleman. A tensão começou com a polémica da atribuição de prémios de desempenho a 180 trabalhadores da TAP – estes prémios de 1.171 milhões de euros reportam-se ao desempenho em 2018 que foi mais um ano de prejuízos.

A situação já está a movimentar jogadas de bastidores com o intuito de “encontrar um novo parceiro para a TAP“, como apurou o Expresso que avança que “a alemã Lufthansa e a norte-americana United Airlines são duas das hipóteses em cima da mesa”.
Neeleman pode estar receptivo a vender a sua parte na TAP, mas o processo negocial poderá não ser fácil, dado aos contornos do mercado. A venda à Lufthansa “aporta como risco a possibilidade de retirar o hub de Lisboa”, frisa o Expresso, notando que a “United Airlines é norte-americana e nenhum não europeu pode ter mais de 49,9 % de uma companhia aérea europeia”.


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