Gustavo Gargioni/ Especial Palácio Piratini
A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis permitiu ao sistema elétrico português acumular uma poupança de 2,4 mil milhões de euros ao longo dos últimos 10 anos.

Esta é a principal conclusão de um estudo que a consultora Deloitte fez para a Apren – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, divulgado pelo semanário Expresso esta quarta-feira.
O valor – que se refere ao período de 2010 a 2018 – resulta da diferença entre o sobrecusto que a produção renovável teve para os consumidores portugueses através das suas tarifas garantidas de venda à rede (7570 milhões de euros) e o custo que a eletricidade teria se essa produção de fontes limpas não existisse (10 mil milhões de eletricidade).
A Deloitte estima que a inexistência dos volumes de energia renovável no mercado teria feito o preço subir em 24,2 euros por cada megawatt hora (MWh).

Segundo o estudo, as renováveis terão tido, no ano passado, um impacto direto no PIB de 1,8 mil milhões de euros e um impacto indireto de 1,48 mil milhões de euros. A consultora estima que em 2030, fruto do reforço previsto na capacidade renovável em Portugal, estas fontes deverão gerar um impacto direto no PIB de 5,6 mil milhões de euros, e impacto indireto de 5,36 mil milhões.
O relatório debruçou-se ainda sobre o emprego gerado pelas empresas de renováveis, tendo identificado 1360 empregos diretos no final de 2018 e projetando para 2030 a existência de 4274 empregos diretos.


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