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Publicada auditoria ao Novo Banco (expurgada de informação confidencial)

Publicada auditoria ao Novo Banco (expurgada de informação confidencial)

NOTÍCIAS FINANCEIRAS

Publicada auditoria ao Novo Banco (expurgada de informação confidencial)

Daniel Resende / Flickr
O relatório, publicado esta terça-feira, revela perdas líquidas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco, entre 4 de agosto de 2014, um dia após a resolução do BES, e 31 de dezembro de 2018.

O relatório da auditoria da Deloitte ao Novo Banco já está disponível no site da Assembleia da República, um documento expurgado das matérias confidenciais. Pode ler o relatório através deste link, ou acedendo ao site da Comissão de Orçamento e Finanças.
A auditoria da Deloitte aos atos de gestão do BES/Novo Banco é referente ao período entre 2000 e 2018 (ou seja, abarcando quer o período antes quer depois da resolução do BES e criação do Novo Banco), decorria desde o ano passado e deveria ter ficado concluída em julho, tendo sido entregue na semana passada.
Segundo o Ministério das Finanças avançou na semana passada, o relatório revela perdas líquidas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco (entre 4 de agosto de 2014, um dia após a resolução do BES, e 31 de dezembro de 2018) e “descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves” no BES, até 2014, na concessão de crédito e investimento em ativos financeiros e imobiliários.

Em conferência de imprensa, o presidente executivo do Novo Banco disse que 95% das perdas referidas na auditoria da Deloitte devem-se a ativos anteriores a 2014, ou seja, que pertenciam ao BES e passaram para o Novo Banco na resolução.
António Ramalho disse ainda que a auditoria “confirma a forma transparente e competitiva” com que o Novo Banco tem vindo a recuperar o seu balanço, sobretudo através da venda de carteiras de ativos.
O Público avança esta terça-feira que a auditoria apurou que a gestão do Novo Banco não informou o Fundo de Resolução que, por duas vezes, foi desaconselhada pelo departamento de compliance do banco a avançar com as operações de venda de carteiras de ativos envolvendo a sociedade Alantra (representada em Portugal por uma ex-assessora de Ricardo Salgado, Rita Barosa).
Segundo o jornal, este facto só viria a ser reportado ao Fundo de Resolução em junho deste ano, quase dois anos depois na sequência da auditoria da Deloitte.
No relatório, a auditora revela ainda que não conseguiu confirmar ou excluir eventuais ligações entre os compradores das carteiras de ativos do Novo Banco e sociedades próximas do próprio banco ou da Lone Star (o fundo norte-americano dono de 75% do Novo Banco).


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