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“Os bancos perceberam que sem uma presença no digital não iriam sobreviver” – Meios & Publicidade

"Os bancos perceberam que sem uma presença no digital não iriam sobreviver" - Meios & Publicidade

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“Os bancos perceberam que sem uma presença no digital não iriam sobreviver” – Meios & Publicidade

Renato Oliveira, CEO da ebankIt
A ebankIT, fintech nacional presente em mercado como Canadá, Inglaterra, Suíça, África do Sul e Kuaweit, tem uma nova imagem e mudou a sede para o Porto Office Park no último trimestre de 2020. Em entrevista ao M&P, Renato Oliveira, CEO da empresa, explica o novo posicionamento e como é que se comunica solucções bancárias para mercados externos em tempos de pandemia.
 
Meios & Publicidade (M&P): No último trimestre de 2020 mudaram a sede da empresa para o Porto Office Park e alteraram também o vosso logotipo e presença digital, pretendendo “dar entrada numa nova fase da sua existência”. Até que ponto é que uma nova imagem pode ser decisiva nesse passo? Como é que a imagem ajuda a cimentar a internacionalização da empresa?
Renato Oliveira (RO): A nova imagem da ebankIT é um reflexo do posicionamento da empresa e da forma como pretende ser percepcionada nos diferentes mercados. Quisemos que a nova imagem fosse facilmente reconhecida em qualquer mercado em que temos presença e que remetesse para uma visão cosmopolita e sofisticada.
Com a renovação do logotipo, e a mudança para os novos escritórios, a ebankIT marca a entrada numa nova fase da sua existência. O logótipo, uma imagem tridimensional que simboliza excelência, adaptabilidade e confiança, foi desenhado com o objetivo de refletir todos os valores que a ebankIT defende e procura representar nas soluções desenvolvidas para os clientes – digitais, acessíveis a qualquer hora e disponíveis em qualquer dispositivo.
Dinamismo, agilidade e liderança na oferta tecnológica são os valores intrínsecos à ebankIT e o logotipo traduz a nossa estratégia de internacionalização, uma visão de futuro aliada a uma comunicação direcionada para os diferentes mercados e geografias. Estes valores refletem-se também no conceito de produto que vendemos,  uma gestão omnicanal da banca e uma experiência 360º das necessidades dos clientes, independentemente do canal com que interagem com a instituição financeira.
M&P: Lançada há seis anos, têm 20 projetos internacionais, estando presentes em mercados como Canadá, Inglaterra, Suíça, África do Sul e Kuwait. Em termos de marketing/comunicação, qual tem sido, e qual vai ser, o grande foco?
RO: A ebankIT opera sobretudo no mercado B2B, ou seja, trabalhamos muito a componente relacional com os nossos clientes e não fazemos uma comunicação massificada. Desde cedo, a nossa estratégia sempre teve em conta a participação nas principais feiras e eventos do sector, onde temos vindo a ser constantemente reconhecidos.
Parte da nossa aposta passa pela criação regular de conteúdos associados à comunicação feita com clientes, explicando as vantagens e benefícios de uma estratégia de gestão omincanal integrada e da solução ebankIT, que é aliás reconhecida pelas principais consultoras internacionais, da Gartner à Omdia, como uma referência nesta área.
A necessidade de chegar aos clientes de forma efeticva neste contexto de distanciamento que atravessamos desde o início do ano levou-nos a reforçar a aposta que já tínhamos em formatos digitais, neste caso com os webinars, que se transformaram num fortíssimo canal de comunicação tanto com clientes como com parceiros.
M&P: Sendo uma fintech portuguesa, sedeada no Porto, 98,4% do negócio é gerado no exterior. Foi uma opção desde o início? Porquê?
RO: Desde o inicio que a ebankit foi concebida para estar no mercado internacional, pelo que sempre foi um objetivo da empresa alargar o seu âmbito de actuação e entrar nos mercados mais influentes internacionalmente.
O número de instituições financeiras em Portugal é reduzido, pelo que, com o valor agregado da nossa solução sentimos que eramos capazes de nos adaptar aos mercados mais competitivos. A nossa vontade e ambição de crescer tinha de se consubstanciar com os mercados globais.
M&P: Como é que uma empresa portuguesa se dá a conhecer internacionalmente e num sector tão delicado?
RO: Participamos regularmente em feiras mundiais de inovação nas áreas de tecnologia para serviços financeiros, como a Finnovate, em que fomos reconhecidos pela excelência da nossa plataforma na Finnovate Fall 2019. A solução da ebankIT ganhou “Best of Show Award” na Finnovate em 2015 e 2019. E ainda no ano passado recebemos a menção “Best Fintech Partnership with the Coast Capital Savings”.
Este é um mercado em que factores como confiança e a credibilidade são fundamentais e é com muito orgulho que a qualidade do nosso produto é reconhecida internacionalmente.
Apostámos também desde o início em fazer parcerias com algumas das mais importantes instituições financeiras que são referências nos seus mercados de actuação. Por outro lado, também desenvolvemos projetos com uma das mais conceituadas organizações de consultoria e estudos de mercado mundiais, como a Gartner, que tem considerado regularmente a ebankIT como uma empresa de referência na sua área de oferta.
M&P: Dizia, em entrevista à Exame, que os presidentes dos bancos dos países com os quais trabalham gostam de visitar a empresa… que a vossa venda depende muito do contacto pessoal. Como é que têm tentado colmatar a impossibilidade do contacto físico?
RO: O processo de venda da ebankIT é relativamente longo e requer a interacção de vários departamentos, e equipas interdisciplinares envolvendo desta forma também os presidentes dos bancos, dada a importância das nossas soluções na evolução da instituição financeira.
Dado o contexto actual os canais digitais têm aumentado em eficácia os contactos com os nossos clientes e parceiros e por isso pretendemos continuar a apostar na sua utilização até que este período de maiores restrições às viagens seja ultrapassado. Esta mudança também nos permitiu avaliar de forma mais clara aquilo que são reuniões obrigatoriamente presenciais das que podem ser efectuadas de forma digital, o que acreditamos trará benefícios de eficiência nos processos e satisfação dos nossos clientes.
M&P: A pandemia veio acelerar em mais de 10 anos a digitalização, tem-se dito. No sector da banca, e nas áreas em que actuam, qual tem sido/vai ser o impacto?
RO: Os bancos perceberam que sem uma presença no digital não iriam sobreviver.
O sector bancário estava já no caminho da transformação digital, contudo esta pandemia veio acelerar ainda mais esta mudança, mudando hábitos de consumo, e aumento a necessidade dos clientes ao acesso permanentemente digital. Estamos focados em tirar partido também desta mudança, em conjunto com os nossos parceiros.
Estamos a falar de acessos às transações bancárias através de mobile banking, internet banking, watch banking, e outras aplicações. Uma outra importante mudança na operação das instituições financeiras prende-se com o Open Banking, que permite que entidades terceiras possam apresentar produtos e serviços que se liguem de forma transparente e simples aos sistemas informáticos das instituições financeiras. Esta mudança irá trazer uma enorme capacidade de inovação ao sector, e que irá trazer benefícios aos clientes.
A necessidade de uma gestão integrada na experiência do cliente complementada com os canais não presenciais irá seguramente passar por grandes alterações, potenciadas também pelo amadurecimento das tecnologias utilizadas. É impensável que, em 2021, um banco não tenha uma experiência mobile sofisticada que permita uma fácil interacção por parte do seu cliente para as suas operações diárias. Este contexto veio acelerar um fenómeno que já estava em curso, sendo que as instituições financeiras são fortes utilizadoras de tecnologia, por definição.
Tinham previsto um crescimento de 30% em 2020. Foi atingido?
RO: Estamos em linha com esse objetivo de crescimento.
De facto, a notoriedade das nossas solucções refletiu-se na angariação de vários clientes, e conquistamos importantes players na América do Norte, reforçamos também a actividade com várias ações de cross selling nos actuais clientes e consolidamos os projetos que estavam em curso.
Prevemos por isso um crescimento para 2021, um crescimento sustentado através da angariação de novos clientes, na formação contínua e especializada das nossas equipas e na contratação de novos recursos. Durante a pandemia reforçamos o know-how da empresa contratando 15 novos colaboradores e prevemos continuar a ampliar as equipas em 2021. Um dos pilares que mais nos distingue é a qualidade dos nossos recursos humanos, prestamos serviços de excelência aos nossos clientes acompanhando-os na sua jornada de sucesso. E é isso que torna as nossas soluções únicas.
 
 
 


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