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Norte critica Plano de Recuperação e quer metade da bazuca europeia

Norte critica Plano de Recuperação e quer metade da bazuca europeia

NOTÍCIAS FINANCEIRAS

Norte critica Plano de Recuperação e quer metade da bazuca europeia

António Costa / Twitter
Autarcas do norte consideram que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), financiado pela chamada bazuca europeia, não prevê investimentos suficientes para a região, considerando que esta devia receber quase metade dos fundos que o Governo tem para gastar.

Autarcas dos municípios do norte estão a preparar um documento, no âmbito do Conselho Regional do Norte (CRN), que reclama ao Governo que aplique na região 46,7% da totalidade dos fundos disponibilizados pela União Europeia (UE) para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Estão em causa 7,8 mil milhões de euros do “bolo” total de 16,7 mil milhões de euros que a UE destinou a Portugal no âmbito da negociação dos fundos para a recuperação europeia da pandemia de covid-19.
O Jornal de Notícias (JN) teve acesso ao texto que está a ser ultimado pelo CRN, onde se argumenta com o “peso relativo da região” para justificar que quase metade dos fundos da bazuca europeia se destinem ao norte.

Além desse dado, o CRN defende a descentralização do PRR, nomeadamente para que a Estrutura de Missão responsável pela sua execução nacional se localize a norte, como destaca o mesmo jornal.
O documento que será enviado ao Governo também aponta que a gestão dos fundos europeus deverá envolver as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento das Regiões (CCDR) em colaboração com as entidades intermunicipais e os municípios.
“Ambulâncias vão continuar a ir a Bragança por Espanha”
Autarcas da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) estão entre os que criticam as medidas previstas para o norte no PRR, considerando que é “uma mão cheia de nada para a região“, conforme declarações do presidente da entidade, Artur Nunes, à TSF.
O PRR “é um atentado à capacidade de resiliência deste território do interior do país”, nota ainda Artur Nunes que também é presidente da Câmara de Miranda do Douro.
“Quando há verbas e projectos, não vemos atitude política para investir aqui“, acrescenta o presidente da CIM-TTM.
Os nove autarcas do distrito de Bragança (Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, Vimioso, Vila Flor, Alfândega da Fé, Miranda do Douro, Vinhais e Bragança) “estão indignados pelo facto de o plano não incluir investimentos já há algum tempo prometidos e outros até já assumidos como prioritários e acordados entre os Governos de Portugal e Espanha”, designadamente na Cimeira Ibérica, como destaca a TSF.
A falta de investimento na ferrovia e nos transportes rodoviários estão entre as críticas dos autarcas de Bragança.
“A ligação de Vimioso a Bragança, apesar de prometida e com projecto praticamente concluído não consta” e “era fundamental para o transporte de doentes de Miranda do Douro e de Mogadouro para o hospital de Bragança”, nota Artur Nunes, vincando que sem ela se está “a limitar o acesso à saúde, porque as ambulâncias vão continuar a ir por Espanha”.
Outra área de reivindicação prende-se com a falta de investimento na transição digital. “Em muitos dos nossos concelhos, não temos sequer acesso nem a 3G nem a 4G e o 5G não o vamos ver porque não está previsto”, atira também Artur Nunes.
Assim, o autarca considera que o PRR “é um paliativo para esta região, condenando-a a uma morte lenta e dolorosa“.
Susana Valente, ZAP //




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