Connect with us
img

Favorite News

Isenção de impostos na final da Champions pode ser inconstitucional

Isenção de impostos na final da Champions pode ser inconstitucional

NOTÍCIAS FINANCEIRAS

Isenção de impostos na final da Champions pode ser inconstitucional

FC Porto / Twitter
A isenção de IRS e IRC aos organizadores e participantes estrangeiros na final da Liga dos Campeões pode ser inconstitucional, considera Jorge Bacelar Gouveia.

O Governo criou um regime fiscal temporário com isenção de impostos para os organizadores e participantes da final da Liga dos Campeões deste ano que se realizou no Estádio do Dragão, no Porto.
Em declarações ao jornal Público, o constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considera que o diploma é “obviamente inconstitucional” e até “vexatório daquilo que há de mais elementar nos valores que subjazem a um Estado de Direito que se queira dar ao respeito, e que sobretudo não se queira ‘agachar’ a interesses espúrios”.
É uma borla fiscal como já foi aplicada noutros eventos desportivos. Ainda no ano passado, quando a “final a oito” da competição foi disputada em Lisboa, o Governo isentou de IRS e IRC os organizadores.

UEFA, Manchester City e Chelsea, bem como os respetivos jogadores, treinadores e funcionários foram os beneficiados pela medida.
Bacelar Gouveia enviou à provedora de Justiça uma exposição pedindo que solicite ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva abstrata da constitucionalidade do diploma.
O professor da Universidade de Lisboa considera que são violados os princípios constitucionais do Estado de Direito, da igualdade, da proporcionalidade, da constitucionalidade, da generalidade, da abstração e da prospetividade das leis.
Na usa ótica, não é prieciso “grande ciência”, para perceber que “se afiguram clamorosas as inconstitucionalidades de que padece este diploma”.
No preâmbulo da lei é referido que a definição deste regime fiscal especial é uma das condições exigidas pela UEFA para a escolha do país organizador, sublinha o Público.
Bacelar Gouveia critica o facto de esta ser uma “lei à medida” dirigida a um grupo de sujeitos previamente definidos e que foi “congeminada para satisfazer interesses particulares”.
ZAP //




Source link

Continue Reading
You may also like...

More in NOTÍCIAS FINANCEIRAS

To Top
error: Content is protected !!