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Grande devedor do Novo Banco admite ser dono de offshores – ZAP
Mário Cruz / LusaO administrador do Grupo Moniz da Maia, Bernardo Moniz da Maia, durante a sua audição perante a comissão eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco.
Bernardo Moniz da Maia, empresário da Sogema, e um dos grandes devedores do Novo Banco, disse não ter grande património, embora tenha confessado ser dono de offshores.
Na comissão parlamentar de inquérito sobre o Novo Banco, Bernardo Moniz da Maia disse que não tinha grandes posses. “Em meu nome pessoal não tenho património nenhum especial. Tenho um carro que está em leasing”, disse o empresário da Sogema, citado pelo Expresso.
Moniz da Maia foi chamado para explicar as dívidas de mais de 500 milhões de euros que tinha no Novo Banco. Para além do carro em leasing, o empresário também disse ter um cartão de crédito e auferir “três mil e poucos euros” de uma das sociedades de que é administrador.
Bernardo Moniz da Maia disse ainda que existe “uma pequena conta lá fora, na Suíça, arrestada pela justiça brasileira” e que não tem nada em nome de terceiros.
Embora inicialmente tenha dito não ter nenhuma empresa sua no estrangeiro, acabou por admitir mais tarde que afinal está ligado a uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O empresário só admitiu que está ligado a esta sociedade quando confrontado pela deputada Mariana Mortágua.
“Posso ser beneficiário económico”, admitiu aos deputados na comissão parlamentar. “Não tenho presente a estrutura disso neste momento”. Posteriormente, confessou estar ligado a duas fundações, que estão sediadas no Panamá.
Moniz da Maia não assumiu responsabilidades no colapso da Sogema e das suas empresas, e no incumprimento da dívida ao então Banco Espírito Santo.
“O grupo Moniz da Maia nunca atuou de má-fé. Sempre pretendemos encontrar soluções para cumprir as suas obrigações na totalidade”, argumentou, citado pelo semanário.
As respostas deixaram muita frustração nos deputados, que se mostraram insatisfeitos com alguma das respostas do empresário.
“Há aqui bastantes falhas em termos de memória relativamente aquilo que era o objeto das questões aqui colocadas. Analisaremos essa situação”, assumiu a deputada socialista que presidia à sessão, Isabel Oneto.
Daniel Costa, ZAP //
