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Dívidas da Groundforce à ANA ultrapassam os 13M. Montepio passa a principal acionista

TAP propõe adiantar dois milhões à Groundforce em troca da penhora da participação da Pasogal - ZAP

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Dívidas da Groundforce à ANA ultrapassam os 13M. Montepio passa a principal acionista

Eric Salard / Wikimedia
A Groundforce acumula, desde março de 2020, uma dívida de 13 milhões de euros à ANA – Aeroportos de Portugal em taxas de ocupação em todos os aeroportos da rede nacional.

“A Groundforce ocupa espaços de domínio público aeroportuário pelos quais são devidas taxas conforme legislação em vigor”, explicou fonte oficial da gestora à agência Lusa, recordando que “a ocupação destes espaços está sujeita a licença”.
“Devido ao não-pagamento desde março de 2020, e após esgotadas todas as vias para recebimento dos valores em dívida em todos aeroportos da rede ANA, superiores a 13 milhões de euros, a ANA vê-se obrigada a tomar medidas legalmente previstas, com vista à regularização da situação”, indicou a mesma fonte.
“Neste sentido, atuando de forma progressiva, a ANA confirma que enviou no dia 7 de julho uma proposta de deliberação para revogação da licença de ocupação dos espaços, nos aeroportos de Faro e da Madeira, sobre a qual ainda aguarda resposta por parte da Groundforce”, referiu a mesma fonte.

Esta segunda-feira, a Lusa já tinha noticiado que a ANA vai avançar com a revogação de uma licença de ocupação da Groundforce, alegando que a empresa de handling deve 769,6 mil euros em taxas de ocupação.

Entretanto, o jornal online ECO avança, esta terça-feira, que o juízo central cível de Lisboa considerou “improcedente” uma providência cautelar interposta pelo dono da Pasogal, Alfredo Casimiro, para impedir o Montepio de controlar a Groundforce.
Desta forma, o banco, que tinha contratado o Bison Bank para organizar um leilão das ações detidas pelo empresário e que estão penhoradas, já poderá vendê-las. O mesmo jornal digital adianta que o banco de investimento já recebeu propostas não vinculativas e que é quase certo que será um operador europeu a ficar com elas, estando na calha a Swissport ou a Aviapartner.
Tal como recorda o ECO, este é um processo que se tornou ainda mais urgente, depois de um fim-de-semana em que mais de metade dos voos previstos foram cancelados por causa da greve dos trabalhadores da empresa de handling.
Esta segunda-feira, o Presidente da República criticou a Groundforce, considerando que tem havido “obstinação” por parte da empresa em geral e de alguns responsáveis em particular, mas declarou-se confiante de que o Governo encontrará uma solução em breve.
“Naturalmente que me preocupa a posição, a obstinação que tem havido da Groundforce em geral, e em particular de alguns dos responsáveis da Groundforce, porque estão a prejudicar o país”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
“Tenho a certeza de que o Governo está a fazer tudo o que pode, mas há coisas que demoram tempo a pôr de pé. Vamos ver, vamos esperar mais uns dias”, acrescentou.
“Compreendo o que o Governo está a fazer, permanentemente, para encontrar uma solução. Já foram tentadas várias vias. Tenho pena que a Groundforce não tenha facilitado e, dentro dela, alguns responsáveis da Groundforce não tenham facilitado isso. Mas tenho a certeza de que muito brevemente o Governo encontrará uma solução que permita desbloquear o que está a ser muito mau para o turismo nacional”, declarou.
A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.


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