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China está a destruir a indústria multimilionária de vinhos da Austrália

China está a destruir a indústria multimilionária de vinhos da Austrália

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China está a destruir a indústria multimilionária de vinhos da Austrália

Jarressa Estate / FacebookJarrad White, fundador da Jarressa Estate
Em novembro, a China impôs tarifas paralisantes sobre o vinho australiano. O mercado chinês era o seu maior importador e está agora a gerar uma crise no setor.

Não há muito tempo, o mercado chinês registou um boom na procura por vinhos estrangeiros. O consumo disparou e, com ele, as empresas de viticultura aproveitaram para expandir a sua distribuição para o mercado asiático. A Austrália era um dos grandes beneficiadores, com os seus vinhos a terem uma grande demanda na China.
A CNN dá a conhecer o caso de Jarrad White, fundador da vinícola Jarressa Estate, localizada numa das principais regiões vinícolas da Austrália. Em meados do ano passado, mais de 96% do seu vinho estava a ser vendido a consumidores na China, cerca de 7 milhões de garrafas por ano.
No entanto, a degradação recente das relações diplomáticas com a China está a destruir a indústria multimilionário de vinhos da Austrália. Em novembro, Pequim anunciou novas tarifas sobre o vinho australiano como parte de uma “investigação antidumping”.

O dumping é uma prática comercial que consiste em ou mais empresas de um país venderem a outro os seus produtos, mercadorias ou serviços por preços muito abaixo do seu valor justo. As medidas antidumping têm como objetivo neutralizar os efeitos danosos à indústria nacional causados pelas importações objeto de dumping.
Jarrad White diz que desde então nunca mais vendeu uma garrafa de vinho para a China. Enquanto as tarifas não são retiradas, centenas de milhares de garrafas acumulam-se em armazéns. “Está a prejudicar-nos dramaticamente”, confessa o empreendedor.
Como White, centenas de outros empresários australianos estão na mesma situação. Muitos deles investiram forte no mercado chinês e agora vêm que os seus esforços podem ter sido em vão. E não são só os vinhos: carne e madeira também têm encontrado dificuldades em entrar no mercado chinês.
Se a indústria vinícola já estava a ter um ano complicado devido à pandemia de covid-19, o desaparecimento do mercado chinês não tem ajudado em nada as aspirações das empresas australianas.

Daniel Costa, ZAP //


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